Palavra do Papa – Angelus – 16 de Setembro de 2018

16 de setembro de 2018 Doutrinas

Palavra do Papa - Angelus - 16 de Setembro de 2018

ANGELUS

Praça de São Pedro  –  Domingo, 16 de setembro de 2018

 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Na passagem do Evangelho de hoje, a pergunta que atravessa todo o Evangelho de Marcos retorna: quem é Jesus? Mas desta vez é o próprio Jesus que a coloca aos discípulos, gradualmente ajudando-os a enfrentar a questão de sua identidade. Antes de perguntar diretamente a eles, Jesus quer ouvir deles o que as pessoas pensam dele – e ele sabe muito bem que os discípulos são muito sensíveis à popularidade do Mestre! Então ele pergunta: “O que dizem as pessoas quem eu sou?”. Emerge que Jesus é considerado pelo povo um grande profeta. Mas, na realidade, ele não está interessado em pesquisas e fofocas das pessoas. Ele nem mesmo aceita que seus discípulos respondam suas perguntas com fórmulas pré-empacotadas, citando pessoas famosas das Sagradas Escrituras, porque uma fé reduzida a fórmulas é uma fé míope.

O Senhor quer que seus discípulos de ontem e de hoje estabeleçam um relacionamento pessoal com Ele e assim o recebam no centro de suas vidas. É por isso que ele os incita a se perguntarem com toda a verdade diante de si e pergunta: “Mas você, quem você diz que eu sou?”. Jesus, hoje, endereça este pedido tão direto e confidencial para cada um de nós: “Você, quem você diz que eu sou? Quem você diz que eu sou? Quem sou eu para você? ” Todos são chamados a responder em seu coração, deixando-se iluminar pela luz que o Pai nos dá para conhecer seu Filho Jesus, e pode nos acontecer, como Pedro, afirmar entusiasticamente: “Tu és o Cristo”. Mas quando Jesus nos diz claramente o que ele disse aos discípulos, ou seja, que sua missão é cumprida não no amplo caminho do sucesso, mas no árduo caminho do Servo sofredor, humilhado, rejeitado e crucificado, então também pode acontecer conosco, como Pedro, protestar e se rebelar porque isso contrasta com nossas expectativas, com as expectativas mundanas. Nesses momentos, nós também merecemos a saudável repreensão de Jesus: “Vá atrás de mim, Satanás! Porque não pensas segundo Deus, mas segundo os homens “.

Irmãos e irmãs, a profissão de fé em Jesus Cristo não pode parar nas palavras, mas pede para ser autenticada por escolhas e gestos concretos, por uma vida marcada pelo amor de Deus, por uma grande vida, por uma vida com tanto amor pelo próximo. Jesus nos diz que, para segui-lo, para sermos seus discípulos, é preciso negar a si mesmo, isto é, as reivindicações do próprio orgulho egoísta, e tomar a própria cruz. Então, isso dá a todos uma regra fundamental. E qual é essa regra? “Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la”. Muitas vezes na vida, por muitas razões, estamos errados, procurando a felicidade apenas nas coisas, ou nas pessoas que tratamos como coisas. Mas só encontramos felicidade quando o amor, o verdadeiro, nos encontra, nos surpreende, nos modifica. O amor muda tudo! E o amor também pode nos mudar, cada um de nós. Os testemunhos dos santos demonstram isso.

A Virgem Maria, que viveu sua fé seguindo fielmente seu Filho Jesus, também nos ajude a caminhar nesse caminho, dedicando generosamente nossas vidas a ele e a nossos irmãos.

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