Palavra do Papa – 30 de julho

1 de agosto de 2017 Doutrinas


Angelus

Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 30 de julho de 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O discurso parabólico de Jesus, que reúne sete parábolas do décimo terceiro capítulo de Evangelho de Mateus, termina hoje com as três analogias; o tesouro escondido, a pérola preciosa e a rede de pesca.

Vou me debruçar sobre as duas primeiras. Ambas destacam a decisão dos protagonistas de vender qualquer coisa para obter o que descobriram. O camponês decide arriscar todos os seus pertences, assim como o comprador decide apostar tudo naquela pérola, a ponto de vender todas as outras.
Essas semelhanças evidenciam duas características sobre a posse do Reino de Deus: a busca e o sacrifício. O Reino de Deus é oferecido a todos, mas não é colocado à disposição num prato de prata, requer um dinamismo: se trata de buscar, caminhar, se mexer.
A atitude da busca é a condição essencial para encontrar; é preciso que o coração arda do desejo de alcançar o bem precioso, ou seja, o Reino de Deus que se faz presente na pessoa de Jesus. É Ele o tesouro escondido, é Ele a pérola de grande valor. Ele é a descoberta fundamental que pode dar uma reviravolta decisiva à nossa vida, preenchendo-a de significado.
Já a avaliação do valor inestimável do tesouro leva a uma decisão que implica sacrifício e renúncias. Quando o tesouro e a pérola foram descobertos, isto é, quando encontramos o Senhor, é preciso não deixar esta descoberta estéril, mas sacrificar tudo por ela, colocando Ele em primeiro lugar. A graça em primeiro lugar.
O discípulo de Cristo não é alguém que se privou de algo essencial; é alguém que encontrou muito mais: encontrou a alegria plena que somente o Senhor pode doar. Aqueles que se deixam salvar por Ele foram livrados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, sempre nasce e renasce a alegria.
Rezemos, por intercessão da Virgem Maria, para que cada um de nós saiba testemunhar, com as palavras e os gestos cotidianos, a alegria de ter encontrado o tesouro do Reino de Deus, isto é, o amor que o Pai nos doou mediante Jesus.

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