Palavra do Papa – 25 de fevereiro de 2018

26 de fevereiro de 2018 Doutrinas

Papa Francisco- Oracão do Angelus 2018-02-25

ANGELUS

Praça de São Pedro – Vaticano
II Domingo da Quaresma, 25 de fevereiro de 2018

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje, o segundo domingo da Quaresma, nos convida a contemplar a transfiguração de Jesus. Este episódio está relacionado com o que aconteceu seis dias antes, quando Jesus revelou aos seus discípulos que em Jerusalém ele teria que “sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, os principais sacerdotes e os escribas, ser morto e, depois de três dias, ressuscitar”. Este anúncio desafiou Pedro e todo o grupo de discípulos, que rejeitaram a idéia de que Jesus seria desprezado pelos líderes do povo e depois morto. Eles, de fato, aguardavam um Messias poderoso, forte e dominador, mas, em vez disso, Jesus apareceu como humilde, manso, servo de Deus, servo dos homens, que sacrificaria sua vida, passando pelo caminho da perseguição, do sofrimento e da morte. Como poderiam seguir um Mestre e Messias, cuja vida terrena terminaria assim? Então, eles pensaram neles. E a resposta vem precisamente da transfiguração. Qual é a transfiguração de Jesus? É uma aparição da Páscoa adiantada.
Jesus levou consigo os três discípulos Pedro, Tiago e João e “levou-os a uma montanha alta”; e ali, por um momento, mostra-lhes a sua glória, a glória do Filho de Deus. Este evento da transfiguração permite assim aos discípulos enfrentarem a paixão de Jesus de forma positiva, sem serem dominados. Eles viram como ele seria depois da paixão, glorioso. E assim Jesus os prepara para julgamento. A transfiguração ajuda os discípulos e a nós também a entender que a paixão de Cristo é um mistério do sofrimento, mas é acima de tudo um dom de amor, de amor infinito por parte de Jesus. O evento de Jesus transfigurando na montanha, lá Ele também torna sua ressurreição melhor entendida. Para entender o mistério da cruz, é necessário saber antecipadamente que aquele que sofre e quem é glorificado não é apenas um homem, mas o Filho de Deus, que nos salvou com seu amor fiel até a morte. Assim, o Pai renova sua declaração messiânica sobre o Filho, já feita nas margens do Jordão após o seu batismo, e exorta: “Ouça-o!”. Os discípulos são chamados a seguir o Mestre com confiança, com esperança, apesar de sua morte. A divindade de Jesus deve ser manifestada precisamente na cruz, precisamente no seu morrer “dessa maneira”, de modo que o evangelista Marcos coloca na boca do centurião a profissão de fé: “Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!”.

Voltemos agora à Virgem Maria em oração, a criatura humana transfigurada interiormente pela graça de Cristo. Confiamos na sua ajuda materna para continuar a jornada da Quaresma com fé e generosidade.

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