Palavra do Papa – 13 de novembro

18 de novembro de 2016 Doutrinas


ANGELUS
Piazza San Pietro – Domingo, 13 de novembro, 2016
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
A passagem do Evangelho (Lc 21,5-19) contém a primeira parte do discurso de Jesus sobre o fim dos tempos, na redação de São Lucas. Jesus o pronuncia enquanto se encontra diante do templo de Jerusalém, e é inspirado por manifestações de admiração das pessoas diante da beleza do santuário e seus decorações (cf. v. 5). Então Jesus diz: “Dias virão, do que você vê, não vai ficar pedra sobre pedra, porque tudo será destruído” (v. 6). Podemos imaginar o efeito dessas palavras nos discípulos de Jesus! Mas ele não quer ofender o templo, mas deixar claro, para eles e para nós, hoje, que as construções humanas, até mesmo as mais sagradas, são transitórias e não podemos depositar nelas a nossa segurança. Quantas supostas certezas da nossa vida pensávamos que fossem definitivas e, depois, se revelaram efêmeras! Por outro lado, quantos problemas nos pareceram sem saída e depois foram superados!
Jesus sabe que há sempre aqueles que especulam sobre a necessidade humana de dispositivos de segurança. Portanto, ele diz: “Acautelai-vos, para que não sejais enganados” (v. 8), e alerta para os muitos messias falsos que se (v. 9) apresentarem. Ainda hoje existem! Jesus pede que não se deixar atemorizar e desorientar por “guerras, revoluções e calamidades”, porque elas também fazem parte da realidade deste mundo (cf. vv. 10-11). A história da Igreja está cheia de exemplos de pessoas que suportaram terrível sofrimento e tribulações com serenidade, porque eles tinham a sensação de estar firmemente nas mãos de Deus. Ele é um Pai fiel, ele é um Pai amoroso, que não abandona seus filhos. Deus nunca abandona a gente! Esta certeza devemos tê-lo no coração: Deus nunca abandona a gente!
Permanecei firmes no Senhor, na certeza de que Ele não nos abandonará, para caminhar na esperança, trabalhar para construir um mundo melhor, apesar das dificuldades e os tristes acontecimentos que marcam pessoal e coletivamente, é o que realmente importa. É como a comunidade cristã é chamada a fazer para atender o “Dia do Senhor”. Precisamente nesta perspectiva, queremos colocar o compromisso resultante destes meses em que temos vivido com fé o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que se conclui hoje nas dioceses de todo o mundo com o fechamento da Porta Santa nas igrejas catedrais. O Ano Santo pediu-nos, por um lado, para manter nossos olhos fixos em direção ao cumprimento do Reino de Deus e, por outro, para construir o futuro desta terra, trabalhando para evangelizar o presente, de modo a torna-se um tempo de salvação para todos.
Jesus no Evangelho nos exorta a manter firmemente na mente e no coração a certeza de que Deus conduz a nossa história e conhece o fim último das coisas e acontecimentos. Sob o olhar misericordioso do Senhor se desenrola a história em seu fluxo incerto e em seu enredo entre o bem e o mal. Mas tudo o que acontece é conservado Nele; nossa vida não pode ser perdida, porque está em suas mãos. Rezemos à Virgem Maria para nos ajudar através dos acontecimentos deste mundo, felizes e tristes, a agarrar-se à esperança da eternidade e do Reino de Deus. Rezemos à Virgem Maria, para nos ajudar a compreender profundamente esta verdade: Deus nunca abandona os seus filhos!
Depois do Ângelus
Queridos irmãos e irmãs, esta semana foi devolvido à devoção dos fiéis o mais antigo crucifixo de madeira da Basílica de São Pedro, datado do século XIV. Após uma restauração trabalhosa foi restaurado com seu antigo esplendor e será colocado na capela do Santíssimo Sacramento para comemorar o Jubileu de Misericórdia.
Celebra-se hoje na Itália, o tradicional Dia de Ação de Graças para os frutos da terra e do trabalho humano. Associo-me aos Bispos na esperança de que a terra seja sempre cultivada de forma sustentável. A Igreja é próxima com simpatia e gratidão para com o mundo agrícola e nos impele a não esquecer aqueles que, em várias partes do mundo, são privadas de bens essenciais como comida e água.
Saúdo-vos a todos, famílias, paróquias, associações e cada fiel, que vieram da Itália e de várias partes do mundo. Em particular, saúdo e agradeço as associações que estes dias têm impulsionado o Jubileu de pessoas marginalizadas. Muito obrigado pelo trabalho e pela ajuda! Saúdo os peregrinos de Rio de Janeiro, Salerno, Piacenza, Veroli e Acre.
Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueça de orar por mim. Bom almoço e adeus!

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