Palavra do Papa – 11 de fevereiro de 2018

11 de fevereiro de 2018 Doutrinas

Angelus de 11 de fevereiro de 2018

ANGELUS

Praça de São Pedro  –   Domingo, 11 de fevereiro de 2018

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Neste domingo, o Evangelho, de acordo com a narrativa de Marcos, nos apresenta Jesus que cura os enfermos de todos os tipos. Neste contexto, o Dia Mundial dos Doentes está bem colocado, que é hoje, 11 de fevereiro, comemorando a Santíssima Virgem Maria de Lourdes. Portanto, com o olhar do coração voltado para a gruta de Massabielle, contemplamos Jesus como o verdadeiro médico dos corpos e almas que o Pai  enviou ao mundo para curar a humanidade, marcada pelo pecado.

A página do Evangelho de hoje nos apresenta a cura de um homem que sofre de lepra, uma doença que no Antigo Testamento era considerada uma impureza grave e envolvia a separação do leproso da comunidade: viviam sozinhos. Sua condição era realmente dolorosa, porque a mentalidade do tempo o fazia sentir-se impuro mesmo diante de Deus, não só diante dos homens. Portanto, o leproso do Evangelho implora a Jesus com estas palavras: “Se você quiser, pode me curar!”.

Ao ouvir isso, Jesus sente compaixão. É muito importante prestar atenção nesta ressonância interior de Jesus, como fizemos por muito tempo durante o Jubileu da Misericórdia. Não entendemos a obra de Cristo, não compreendemos o próprio Cristo, se não entramos no seu coração com compaixão e misericórdia. Isto é o que o leva a alcançar o homem que sofre de lepra, a tocá-lo e a dizer-lhe: “Eu o quero, seja limpo!”. O fato mais perturbador é que Jesus toca o leproso, porque isso era absolutamente proibido pela lei mosaica. Tocar um leproso é tornar-se impuro. Mas, neste caso, a influência não passa do leproso para Jesus para transmitir o contágio, mas de Jesus para o leproso para dar-lhe a purificação. Nesta cura, admiramos, além da compaixão, da misericórdia, até a audácia de Jesus, que não se preocupa com o contágio nem com as prescrições, mas é movido apenas pela vontade de libertar aquele homem da maldição que o oprime.

Irmãos e irmãs, nenhuma doença é motivo de impureza: a doença certamente envolve toda a pessoa, mas de modo algum afeta ou impede sua relação com Deus. Pelo contrário, uma pessoa doente pode ser ainda mais unida a Deus. O egoísmo, o orgulho, entrando no mundo da corrupção, são doenças do coração de que precisam ser limpas. Voltemo-nos para Jesus como o leproso: “Se você quiser, pode me purificar!”

E agora, vamos fazer um momento de silêncio,  cada um de nós – todos vocês, eu, todos – para pensar em seu coração, olhar dentro de si mesmo e ver suas próprias impurezas, seus próprios pecados. E cada um de nós, em silêncio, mas com a voz do coração dizer a Jesus: “Se você quiser, pode me purificar”. Todos nós fazemos isso em silêncio.

“Se você quiser, você pode me purificar”.

“Se você quiser, você pode me purificar”.

E cada vez que nos aproximamos do sacramento da Reconciliação com um coração arrependido, o Senhor também nos repete: “Eu o quero, seja limpo!” Quanta alegria existe nisso! Assim, a lepra do pecado desaparece, voltamos a viver com alegria nossa relação filial com Deus e somos readmitidos integralmente na comunidade.

Através da intercessão da Virgem Maria, nossa Mãe Imaculada, peçamos ao Senhor, que trouxe saúde aos doentes, para que cure nossas feridas internas com sua misericórdia infinita, para nos devolver a esperança e a paz do coração.

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