Palavra do Papa – 05 julho de 2018

5 de agosto de 2018 Doutrinas

Palavra do Papa - 05 julho de 2018

ÂNGELUS

Praça de São Pedro – Domingo, 22 de julho de 2018

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Nestes últimos domingos, a liturgia nos mostrou a imagem cheia de ternura de Jesus, que sai ao encontro das multidões e de suas necessidades. A história do Evangelho de hoje, muda a perspectiva: a multidão, alimentada por Jesus procura por ele e vai encontra-lo. Mas não basta que as pessoas o procurem, Jesus quer que as pessoas o conheçam; quer que a busca por Ele e o encontro com Ele ultrapasse a satisfação imediata das necessidades materiais. Jesus veio para nos trazer algo mais, a abrir a nossa existência a um horizonte mais amplo em relação às preocupações cotidianas do alimentar-se, vestir-se, da carreira e assim por diante. Por isso, voltando-se para a multidão, exclama: “Não me buscais porque vistes sinais, mas porque comestes daqueles pães e vos saciastes”. Por isso, estimula as pessoas a dar um passo à frente, a questionar o significado do milagre e não apenas a tirar proveito dele. De fato, a multiplicação dos pães e dos peixes é um sinal do grande dom que o Pai deu à humanidade e que é o próprio Jesus!

Ele, verdadeiro “pão da vida”, quer satisfazer não apenas os corpos, mas também as almas, dando o alimento espiritual que pode satisfazer a fome profunda. É por isso que ele convida a multidão a procurar não comida que não dure, mas o que dura para a vida eterna. É um alimento que Jesus nos dá todos os dias: sua Palavra, seu Corpo, seu Sangue. A multidão ouve o convite do Senhor, mas não entende o seu significado – como tantas vezes nos acontece – e pergunta-lhe: “O que devemos fazer para fazer as obras de Deus?”. Os ouvintes de Jesus pensam que Ele lhes pede que observem os preceitos para obter outros milagres como a multiplicação dos pães. É uma tentação comum, isto, reduzir a religião somente à prática de leis, projetando em nosso relacionamento com Deus a imagem do relacionamento entre os servos e seu mestre: os servos devem executar as tarefas que o mestre designou, por exemplo. tenha sua benevolência. Nós todos sabemos disso. Portanto, a multidão quer saber de Jesus que ações ele deve fazer para agradar a Deus, mas Jesus dá uma resposta inesperada: “Esta é a obra de Deus: crede naquele que ele enviou”. Hoje, essas palavras também são dirigidas a nós: a obra de Deus não consiste no “fazer” das coisas, mas em “crer” naquele que Ele enviou. Isto significa que a fé em Jesus nos permite fazer as obras de Deus. Se deixarmos nos envolver nesta relação de amor e confiança com Jesus, vamos ser capazes de fazer boas obras que perfumam de Evangelho, pelo bem e às necessidades dos irmãos.

O Senhor nos convida a não esquecer que, é importante preocupar-nos com o pão, e mais importante ainda é cultivar nossa relação com Ele, fortalecer nossa fé n’Ele, que é o pão da vida, vindo para saciar a nossa fome de verdade, a nossa fome de justiça, a nossa fome de amor.

Que a Virgem Maria no dia em que nos lembramos da dedicação da Basílica de Santa Maria Maior em Roma, nos sustente no nosso caminho de fé e nos ajude a nos abandonarmos com alegria ao plano de Deus para a nossa vida.

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