Palavra do Papa – Angelus – 1 de novembro de 2018

1 de novembro de 2018 Doutrinas

Palavra do Papa - Angelus - 4 de novembro de 2018

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS   –   ANGELUS

Praça de São Pedro – Quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Queridos irmãos e irmãs, bom dia e feliz festa!

A primeira leitura de hoje, tirada do Livro do Apocalipse fala do céu e nos coloca na frente de “uma grande multidão” incalculável, “de toda nação, tribo, povo e língua”. Eles são os santos. O que eles fazem “lá em cima”? Eles cantam juntos, eles louvam a Deus com alegria. Seria bom ouvir a música deles … Mas podemos imaginar: você sabe quando? Durante a missa, quando cantamos “Santo, santo, santo, o Senhor Deus do universo …”. É um hino – diz a Bíblia – que vem do céu, que é cantado lá, um hino de louvor. Então, cantando o “Santo”, não somente pensamos nos santos, mas fazemos o que eles fazem: naquele momento, na missa, estamos unidos a eles mais do que nunca.

Estamos unidos a todos os santos, não somente aos mais conhecidos, do calendário, mas também aos “da porta ao lado”, aos nossos familiares e conhecidos que agora fazem parte daquela grande multidão. Hoje, então, é uma festa de família. Os santos estão próximos de nós, na verdade eles são nossos verdadeiros irmãos e irmãs. Eles nos entendem, eles nos amam, eles sabem o que é nosso verdadeiro bem, eles nos ajudam e eles esperam por nós. Eles estão felizes e nos querem felizes com eles no paraíso.

Portanto, eles nos convidam para o caminho da felicidade, indicada no Evangelho de hoje, tão bonito e bem conhecido: “Bem-aventurados os pobres de espírito […] Bem-aventurados os mansos […] Bem-aventurados os puros de coração …”  Mas como? O Evangelho abençoa os pobres, enquanto o mundo abençoa os ricos. O Evangelho abençoa os mansos, enquanto o mundo diz felizes os prepotentes. O Evangelho diz felizes os puros, enquanto o mundo diz felizes os espertos e os que buscam prazer. Este caminho de felicidade, de santidade, parece levar à derrota. E ainda – a primeira leitura nos lembra novamente – os santos levam palmas nas mãos”, isto é, os símbolos da vitória. Eles venceram, não o mundo e nos exortam a escolher a sua parte, a de Deus que é Santo.

Vamos nos perguntar de que lado estamos: o do céu ou o da terra? Vivemos para o Senhor ou para nós mesmos, para a felicidade eterna ou para alguma satisfação imediata? Perguntemo-nos: queremos realmente a santidade? Ou nos contentamos em ser cristãos sem infâmia e sem elogios, que acreditam em Deus e estimam os outros sem exagerar? O Senhor pede tudo, e o que ele oferece é a vida verdadeira, oferece tudo – a felicidade para a qual fomos criados. Em suma: ou santidade ou nada! Faz-nos bem nos deixarmos ser provocados pelos santos, que aqui não tiveram meias medidas e do além “torcem” por nós, para que escolhamos Deus, a humildade, a mansidão, a misericórdia, a pureza, para que nos apaixonemos pelo céu antes que pela terra.

Hoje, nossos irmãos e irmãs não nos pedem para ouvir de novo um belo Evangelho, mas para colocá-lo em prática, para seguir o caminho das bem-aventuranças. Não se trata de fazer coisas extraordinárias, mas de seguir todos os dias deste modo que nos leva ao céu, nos leva para a família, nos leva para casa. Hoje, nós entrevemos o nosso futuro e celebramos aquilo para o qual nascemos: nascemos para nunca mais morrer, nascemos para desfrutar da felicidade de Deus!

O Senhor nos encoraja e a quem segue o caminho das bem-aventuranças diz: «Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no céu».

Que a Santa Mãe de Deus, Rainha dos Santos, nos ajude a caminhar com decisão

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