Palavra do Papa – 21 de maio

23 de maio de 2017 Doutrinas


REGINA COELI
Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 21 de maio, 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje, continuação do de domingo passado, nos traz de volta a esse momento comovente e dramático que é a última ceia de Jesus com os seus discípulos. O Evangelista João recolhe da boca do Senhor os seus últimos ensinamentos antes da paixão e da morte. Jesus promete aos seus amigos neste momento triste, que, depois  dele receberão um “outro Paráclito”, isto é um outro “Advogado defensor e consolador, o “Espírito da verdade” e acrescenta: não vos deixareis órfãos: voltarei para junto de vós. Estas palavras transmitem a alegria de uma nova vinda de Cristo: Ele ressuscitado e glorificado, habita no Pai e, ao mesmo tempo, vem até nós através do Espírito Santo. E nesta sua nova vinda  se revela a nossa união com Ele e com o Pai: “reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós.
Meditando estas palavras de Jesus temos a percepção  da fé de ser o povo de Deus em comunhão com o Pai e com Jesus mediante o Espírito Santo. Neste mistério de comunhão a Igreja encontra o mistério inexaurível da própria missão que se realiza mediante o amor. De fato, Jesus no Evangelho deste domingo nos diz “ se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele”.
É o amor que nos introduz no conhecimento de Jesus, graças à ação do Espírito Santo. O amor a Deus e ao próximo é o maior mandamento do Evangelho. O Senhor chama-nos hoje a corresponder generosamente à chamada evangélica ao amor, colocando Deus no centro da nossa vida e dedicando-nos ao serviço dos irmãos, especialmente dos mais necessitados de ajuda e de consolação.
Se existir uma atitude que nunca é fácil mesmo para uma comunidade cristã, é apenas para saber como amar segundo o exemplo do Senhor e por sua graça. Muitas vezes os contrastes, o orgulho, as invejas, as divisões deixam um sinal indelével sobre o rosto da Igreja. Uma comunidade cristã deveria viver na caridade de Cristo, mas pelo contrário, é próprio ali, neste âmbito que o maligno intervém  e nós, as vezes, deixamo-nos enganar. E quem paga por tudo isso são as pessoas espiritualmente mais frágeis. Quantos de entre eles se afastaram porque não se sentiram acolhidos, compreendidos e amados. Quantas pessoas se afastaram, por exemplo, de alguma paróquia ou comunidade pela conversa, ambiente, pelo ciúme, pela inveja que eles encontraram lá. Também para um cristão, saber amar não é um dado adquirido uma vez por todas; trata-se de uma conquista: cada dia é preciso recomeçar,  se deve exercitar para que o nosso amor para com os irmãos e irmãs que encontramos se torne maduro e purificado daqueles limites ou pecados que o tornam parcial, egoístico, estéril e infiel. Ouça a esta: todos os dias você deve aprender a arte do amor, a cada dia você tem que seguir pacientemente na escola de Cristo, a cada dia você tem que perdoar e olhar para Jesus, com a ajuda deste “Advogado”, este Consolador que Jesus nos enviou, o Espírito Santo.
Que a Virgem Maria, perfeita discípula do seu Filho e Senhor, nos ajude a ser cada vez mais dóceis ao Paráclito, o Espírito da verdade, para que possamos aprender cada dia, a amar como Jesus nos amou.

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