Palavra do Papa – 06 de janeiro

10 de janeiro de 2017 Doutrinas


ANGELUS
Praça São Pedro
Sexta-feira, janeiro 6, 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje celebramos a Epifania do Senhor, que é a manifestação de Jesus que brilha como uma luz para todas as nações. Símbolo da luz que brilha no mundo e quer iluminar todo mundo, é a estrela que guiou os Magos até Belém. Eles, diz o Evangelho, viram “sua estrela” (Mt 2,2) e optaram por segui-la: eles escolheram serem guiados pela estrela de Jesus.
Em nossa vida existem várias estrelas, luzes cintilantes e guia. Cabe a nós escolher o que seguir. Por exemplo, há luzes que vêm e vão, como os pequenos prazeres da vida: embora boas, não são suficientes, porque eles não duram muito tempo e não deixam a paz que buscamos. Depois, há o deslumbrante centro das atenções, dinheiro e sucesso, eles prometem tudo de uma vez: são sedutores, mas a sua força cega e são passados por sonhos de glória à escuridão mais espessa. Os Magos, em vez disso, são convidados a seguirem uma luz estável, uma luz suave que nunca se põe, porque não é deste mundo: é do céu e brilha … onde? No coração.
A luz verdadeira é o próprio Jesus, ele é a nossa luz, uma luz que não ilude, mas acompanha e dá uma alegria única. Esta luz é para todos e chama a cada um: Levanta-te, reveste-te de luz”. Uma luz – a de Jesus – à qual somos chamados a seguir no início de cada novo dia, entre as tantas estrelas cadentes no mundo. Seguindo-a, teremos a alegria, como acontece aos Reis Magos, que ao ver a estrela experimentaram uma alegria grandíssima, porque onde está Deus, ali há alegria. Quem encontrou Jesus, experimentou a alegria da luz que ilumina as trevas e conhece esta luz que ilumina e irradia. Gostaria, com muito respeito, convidar a todos a não ter medo desta luz e abrir-se ao Senhor. Sobretudo gostaria de dizer a quem perdeu a força, está cansado, a quem, sobrecarregado pelas obscuridades da vida, perdeu o ânimo: levanta-te, coragem, a luz de Jesus sabe vencer as trevas mais obscuras, levanta-te, coragem.
E como encontrar essa luz divina? Seguimos o exemplo dos Magos, que o Evangelho sempre descreve o movimento. Aqueles que querem luz, na verdade, saem de si mesmo e a procuram: não ficar dentro de casa, parar para ver o que acontece ao redor, mas põe em jogo sua própria vida. A vida cristã é uma jornada contínua, feita de esperança e de busca; um caminho que, como o dos Magos, também continua quando a estrela desaparece de vista momentaneamente. Desta forma, há também algumas armadilhas que devem ser evitadas: a conversa superficial e mundana, que freiam o passo; os caprichos paralisantes do egoísmo; o pessimismo, que aprisiona a esperança. Estes obstáculos bloquearam os escribas, dos quais fala o Evangelho de hoje. Eles sabiam onde estava a luz, mas não se mexeram. Quando Herodes lhes perguntou: “Onde é que o Messias vai nascer?” – “Em Belém”. Eles sabiam onde, mas não se mexeram. O seu conhecimento foi em vão: eles sabiam muitas coisas, mas tudo em vão. Não é o suficiente para saber que Deus nasce, se você não fizer nada com ele o Natal no coração. Deus nasceu, sim, mas ele nasceu em seu coração? E por isso vamos encontrar, como os Reis Magos, com Maria e José no estábulo.
Os Magos fizeram isto, prostraram-se e o adoraram. Não olharam para ele somente, não fizeram somente uma oração circunstancial e foram embora, mas o adoraram, entraram em comunhão pessoal de amor com Jesus. Depois, deram a ele ouro, incenso e mirra, isto é, os bens mais preciosos.
Aprendemos com os Magos não dedicar a Jesus só o tempo livre e algum pensamento, ocasionalmente, caso contrário, não teremos a sua luz. Como os Magos, nos coloquemos a caminho, revestindo-nos de luz seguindo a estrela de Jesus e adorando o Senhor com todo nosso ser.

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