Palavra do Papa – 12 de agosto de 2018

12 de agosto de 2018 Doutrinas

Palavra do Papa - 12 de agosto de 2018

ÂNGELUS

Praça de São Pedro  –  Domingo, 12 de agosto de 2018

Caros irmãos e irmãs e queridos jovens italianos

Bom dia!

Na segunda leitura de hoje, São Paulo nos convida com urgência: “Não entristeceis o Espírito Santo de Deus, com quem foste marcado para o dia da redenção”.

Mas eu me pergunto: como é o Espírito Santo entristecido? Todos nós recebemos o Espírito Santo no Batismo e na Confirmação, portanto, para não entristecer o Espírito Santo, é necessário viver de uma maneira consistente com as promessas do Batismo, renovadas na Confirmação. De maneira coerente, não hipocrisia: não esqueça disso. O cristão não pode ser hipócrita: ele deve viver de maneira coerente. As promessas do batismo têm dois aspectos: renúncia ao mal e adesão ao bem.

Renunciar ao mal significa dizer “não” às tentações, ao pecado, a satanás. Mais concretamente, significa dizer “não” a uma cultura da morte, que se manifesta na fuga do real para uma falsa felicidade que se expressa nas mentiras, na fraude, na injustiça, no desprezo do outro. Para tudo isso, “não”. A nova vida que nos foi dada no Batismo, e que tem como fonte o Espírito, rejeita um comportamento dominado por sentimentos de divisão e discórdia. É por isso que o apóstolo Paulo exorta a remover do seu coração “toda dureza, indignação, ira, gritos e calúnias com todo tipo de malícia”. Isto é o que Paulo diz. Esses seis elementos ou vícios, que perturbam a alegria do Espírito Santo, envenenam o coração e levam a praguejar contra Deus e o próximo.

Mas não é suficiente não fazer o mal para ser um bom cristão; é necessário aderir ao bem e fazer o bem. Aqui, então, é que São Paulo continua: “Em vez disso, sejam gentis uns com os outros, misericordiosos, perdoando uns aos outros como Deus os perdoou em Cristo”. Muitas vezes acontece de ouvir alguns que dizem: “Eu não magoo ninguém”. E acredita-se ser um santo. Tudo bem, mas você é bom? Quantas pessoas não fazem o mal, mas nem mesmo o bem, e sua vida flui para a indiferença, a apatia, a indiferença. Essa atitude é contrária ao Evangelho, e também é contrária ao caráter de vocês jovens, que por natureza são dinâmicos, apaixonados e corajosos. Lembre-se disso – se você se lembra, podemos repeti-lo juntos: “É bom não fazer o mal, mas é ruim não fazer o bem”. Foi isso que St. Albert Hurtado disse.

Hoje peço-lhe para ser protagonista no bem! Protagonistas no bem. Não se sinta bem quando você não faz o mal; todo mundo é culpado do bem que ele poderia fazer e não fez. Não basta não odiar, é preciso perdoar; não é suficiente não ter rancor, devemos orar pelos inimigos; não é suficiente não ser uma causa de divisão, devemos trazer a paz onde ela não existe; Não é suficiente não falar mal dos outros, devemos parar quando ouvimos alguém falando mal: pare a conversa. Se não nos opomos ao mal, nós o alimentamos nos calando. É necessário intervir onde o mal se espalha; porque o mal se espalha onde não há cristãos ousados ​​que se opõem com o bem, “andando em amor”, de acordo com a advertência de São Paulo.

Queridos jovens, vocês andaram muito estes dias! Portanto, você é treinado e eu posso te dizer: ande em amor, ande em amor! E vamos caminhar juntos para o próximo Sínodo dos Bispos. Que a Virgem Maria nos apóie com sua intercessão materna, para que cada um de nós, todos os dias, com ações, possa dizer “não” ao mal e “sim” ao bem.

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